DICAS DE SAÚDE
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OUVIDO

OTITE

 

OTITE MÉDIA

Otite Média é a inflamação e a infecção causada na orelha média (parte da orelha localizada depois do tímpano).

É dividida em:

1. AGUDA

2. CRÔNICA

3. SEROSA

 

1. AGUDA

A otite média AGUDA é muito frequente em crianças. Tem início recente e em geral representa uma complicação de uma infecção das vias aéreas. Vírus ou bactérias infectam o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva até a orelha média causando sua inflamação e infecção com acúmulo de pus dentro da orelha média. Crianças que tomam mamadeiras deitadas têm maior chance de ter otite, pois a tuba auditiva das crianças é menos inclinada facilitando a ascensão de germes.

Os sintomas são de dor, diminuição da audição e febre. Algumas vezes a pressão exercida por essa secreção dentro da orelha média é tão intensa que pode romper o tímpano e causar saída de sangue e secreção. O tratamento consiste em antibióticos, analgésicos, antiinflamatórios. Mesmo após a resolução do quadro infeccioso a audição pode demorar a retornar ao normal (tempo para reabsorver toda secreção presente no ouvido médio).

 

2. CRÔNICA

Otite média CRÔNICA: A membrana timpânica apresenta uma perfuração como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto ou com gripes e resfriados) levando saída de secreção purulenta em geral em febre. Pode ter complicações como: perda auditiva, formação de colesteatomas (tumor benigno e extremamente fétido)

O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção com antibióticos (gotas tópicas), proteção contra entrada de água e cirurgia.

 

3. SEROSA

Otite média SEROSA: Presença de secreção na orelha média com inflamação persistente e sem infecção aguda. Pode acontecer por obstrução nasal, rinites, sinusites, hipertrofia de adenóide, incompetência da tuba auditiva ou após um quadro de otite média aguda. O tratamento inicialmente é clínico, mas na falha deste o tratamento é cirúrgico (colocação de tubo de ventilação), uma espécie de um dreno é colocado através do tímpano.

Sintomas de uma criança com otite média:

• Febre
• Irritabilidade
• Leva frequentemente a mão na orelha
• Dificuldade para dormir ou agitação
• Secreção drenando pela orelha
• Pouca resposta aos sons mais baixos
• Choro prolongado sem outra causa aparente

Prevenção da otite média:

• Vacinações contra vírus e bactérias que causam infecções respiratórias
• Evitar ambientes com fumaça de cigarro
• Evitar contato com outras pessoas doentes
• Aleitamento materno
• Não dar mamadeira com a criança deitada
• Tratar rinites e obstruções nasais

 

OTITES EXTERNAS

A Otite Externa acontece na orelha externa. Há inflamação e infecção da pele que recobre o conduto auditivo por bactérias ou fungos. Pode acontecer após exposição prolongada a água em praias e piscinas e traumas por manipulação (cotonete, palitos, lavagens de ouvido). É comum em nadadores.

Sintomas: dor de ouvido que piora se tocá-lo ou apertá-lo e sensação de ouvido tampado.

Tratamento: antibióticos (geralmente gotas tópicas), analgésicos e antiinflamatórios.

Cuidados: proteção do ouvido durante o banho (para evitar entrada de água), evitar novos traumatismos.

PERDAS AUDITIVAS

As perdas auditivas podem ser totais (anacusia) ou parciais. O déficit na audição pode estar presente desde o nascimento ou pode começar em qualquer outra fase da vida. Pode ocorrer de maneira súbita ou instalar-se progressivamente dependendo da causa.

O processo de envelhecimento que atinge a audição não é considerado uma doença e sim uma perda natural de função por degeneração do órgão auditivo, denomina-se presbiacusia. Essa perda é resultado de fatores ambientais e genéticos.

O idoso com perda auditiva pode ser considerado confuso e até portador de distúrbios de comportamento, podendo levar ao isolamento social, intelectual e até depressão.

A criança pode ter dificuldades de aprendizagem e de interação com outras crianças.

Causas de perda auditiva:

• Cera nos ouvidos
• Infecções crônicas do ouvido
• Envelhecimento (Presbiacusia)
• Doenças degenerativas
• Otosclerose
• Traumas
• Rubéola
• Meningite
• Exposição intensa a ruídos
• Medicamentos ototóxicos
• Doenças Genéticas
• Tumores

É muito importante procurar um otorrinolaringologista para um diagnóstico correto e rápido para minimizar as conseqüências. A solução deve ser individualizada para cada paciente. Em algumas doenças existem tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos, mas outras situações podem ser irreversíveis e o uso de aparelho auditivo pode suprir a deficiência.

TESTE DA ORELHINHA

A audição começa a partir do 5º mês de gestação quando o bebê ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz. É através da audição que as crianças, ainda na barriga da mãe, iniciam o desenvolvimento da linguagem. Perdas auditivas, mesmo que pequenas, impedem a criança de receber adequadamente as informações sonoras essenciais para a aquisição da linguagem.

Quando a perda auditiva é diagnosticada cedo e o tratamento é realizado até os 6 meses de idade as crianças apresentam um melhor desenvolvimento emocional, cognitivo, social e de linguagem.

Teste da Orelhinha ou Emissões Otoacústicas Evocadas (OEA):

- Consiste na colocação de uma sonda na orelha da criança que emite sons de fraca intensidade e recolhe, no computador, as respostas sonoras que a cóclea (órgão auditivo) do bebê produz, essas respostas são as emissões otoacústicas

- É realizado com a criança dormindo, em sono natural

- É indolor, não precisa de picadas ou sangue do bebê

- Não tem contra-indicações

- Dura cerca de 10 minutos

- O resultado sai na hora

Se as emissões otoacústicas estiverem presentes o exame é normal. Se estiverem ausentes pode ser que haja deficiência auditiva ou uma imaturidade do sistema auditivo do recém-nascido para produzir resposta, então devemos realizar novos exames dentro de 3 meses.

Fatores de risco para a surdez

HISTÓRIA FAMILIAR
Ter outros casos de surdez na família

INFECÇÃO INTRAUTERINA
provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose

ANOMALIAS CRÂNIO-FACIAIS
Deformações que afetam a orelha e/ou o canal auditivo

PESO INFERIOR A 1.500 Gr AO NASCER

HIPERBILIRUBINEMIA
Doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirrubina e precisa fazer banho de luz.

MEDICAÇÕES OTOTÓXICAS
Alguns medicamentos afetar o ouvido interno

MENINGITE BACTERIANA
A surdez é umas das conseqüências possíveis quando o bebê tem este tipo de meningite

NOTA APGA MENOR DO QUE 4 NO PRIMEIRO MINUTO DE NASCIDO E MENOR DO QUE 6 NO QUINTO MINUTO
Todo bebê quando nasce, recebe uma nota, composta por uma avaliação que inclui muitos fatores como por exemplo se o chorou ou não.

VETILAÇÃO MECÂNICA EM UTI NEONATAL POR MAIS DE 5 DIAS
Quando o bebê teve que ficar entubado por não conseguir respirar sozinho

ALTERAÇÕES GENÉTICAS
ex.: Síndrome de Down ou de Waldemburg

Sinais apresentados pelas crianças com audição saudável:

0 a 6 meses:
O bebê se assusta, chora ou acorda com sons intensos e repentinos. Reconhece a voz materna e procura a origem dos sons.

6 a 12 meses:
Localiza prontamente os sons e reage a sons suaves. Balbucia alguns sons e reconhece seu nome quando chamado.

12 a 30 meses:
Pronuncia a primeira palavra, como papai ou mamãe, e até usa as primeiras sentenças, como: "joga a bola".

BAROTRAUMA OTOLÓGICO/CUIDADOS NO AVIÃO

INTRODUÇÃO

Lesão induzida por pressão (ambiente X cavidade)

Chance de ocorrer um barotrauma depende:
– Diferença de pressão + velocidade da variação
– Capacidade individual de adaptação

Sintomas
- Desconforto moderado ou dor
- Sensação de pressão ou ouvido entupido (plenitude)
- Discreta diminuição da audição
- Zumbido
- Tontura

Se prolongado ou intenso
- Dor severa
- Sensação de pressão parecida com a do mergulho
- Diminuição da audição moderada ou severa

Fatores de Risco
- Resfriado ou gripe
- Sinusite
- Rinite
- Crianças são mais vulneráveis devido a anatomia da tuba auditiva (mais estreita)
- Mergulhadores
- Alpinistas
- Praticantes de ski aquático

Diagnóstico
- História
- Otoscopia
- Exames

Complicações
- Perfuração da membrana timpânica
- Infecção do ouvido (otite média)
- Diminuição da audição (geralmente temporária)

Procure Otorrino se:
- Sintomas não desapareceram em 12 – 24 horas
- Persistência da dor
- Se surgirem novos sintomas como febre, dor intensa ou saída de secreção pelo ouvido.

TRATAMENTO MÉDICO
- Centraliza-se no alívio dos sintomas e em medidas gerais
- Medicação (a critério médico)
- Analgésicos
- Antibióticos
- Corticóide tópico ou via oral
- Descongestionantes
- Anti-vertiginosos
- Cirurgia – raros casos

CUIDADOS NO AVIÃO
Beba água. Evite álcool e cafeína
Mascar chicletes ou balas durante o vôo
Evite dormir durante a descida
Em crianças: estimule ingestão de líquidos durante subida e descida. Paracetamol 30 minutos antes do vôo (se não for alérgico)
Tome sua medicação para rinite alérgica
Manobras de abertura da tuba durante a decolagem e o pouso
Descongestionante tópico (minutos antes da decolagem, se não houver contra-indicação médica)
Evite viajar se estiver com infecção da via aérea superior
Plugs de ouvido importados – equalizam a pressão lentamente


Sites Interessantes:
www.hear-more.com/airplane.html
www.take-care.com/hear/hhc/earplanes.html

DOENÇA DO LABIRINTO

O equilíbrio corporal permite que o corpo se mantenha parado de modo estável ou em movimento de maneira harmônica e precisa. Desta maneira, nos sentimos seguros e confortáveis em relação ao nosso corpo no espaço e nos integramos fisicamente e ao ambiente que nos circunda.

Nosso equilíbrio depende do bom funcionamento e interação entre labirinto (órgão que fica na orelha interna), sistema nervoso proprioceptivo (a sensação que temos do nosso próprio corpo) e visão.

Popularmente as sensações de desequilíbrio, tontura, vertigem e instabilidade são chamadas de labirintite, porém a labirintite é uma doença infecciosa, rara e grave. O termo mais adequado é labirintopatia ou doenças do labirinto. São várias as causas das labirintopatias. Às vezes tonturas e vertigens podem significar o primeiro sinal de alguma outra doença importante.

Sintomas das doenças do labirinto:
- Vertigem
- Desequilíbrio
- Náusea
- Fraqueza
- Dificuldade de concentração
-Turvação visual, principalmente após movimentos rápidos com a cabeça
- Zumbido
- Sensação de ouvido tampado

 

Causas de labirintopatias:

Doenças próprias do ouvido e do labirinto:
-Vertigem Posicional Paroxística Benigna: Episódios breves de vertigem associado a mudança da posição da cabeça. Ocorre quando cristais de carbonato de cálcio (otocônias) se deslocam pelos canais do labirinto estimulando os sensores do labirinto simulando a sensação de movimento e produzindo a vertigem.

Doença de Menière:
- Aumento da pressão da endolinfa (líquido que circula pelo labirinto), também pode causar zumbido e sensação de ouvido tampado.

Tumores (Neurinoma ou Schawanoma Vestibular)

Doenças sistêmicas como diabetes, hipertensão, reumatismos, etc.

Utilização de drogas que chamamos ototóxicas, como alguns antibióticos e antiinflamatórios que alteram as funções do ouvido

Barotrauma: Alterações bruscas da pressão barométrica, como no mergulho e nos aviões

Hábitos: excesso de doces, cafeína, tabagismo, álcool ou drogas.

Aterosclerose

Traumas sonoros

Problemas de coluna cervical e articulação da mandíbula

Osteoartrites, alterações articulares e musculares

Stress e problemas psicológicos

Traumatismos cranianos

Pré-Síncope como Hipotensão Ortostática e Cardiopatias

Distúrbios Sensoriais (Neuropatia Periférica)

Infecção do labirinto (Labirintite)

 

Diagnóstico e Tratamento das labirintopatias

O diagnóstico da causa da doença do labirinto inclui vários exames como por exemplo: exames de sangue, audiometria, otoneurológico, tomografia, ressônancia magnética, etc

O tratamento pode der divido em três fases: tratamento dos sintomas (que é feito durante a investigação diagnóstica), tratamento da causa e reabilitação do labirinto (tratamento fisioterápico da tontura).

 

Como prevenir e controlar as labirintopatias:

Durante a crise: Não dirigir ou operar máquinas. Na hora que tiver vertigem sente-se ou deite-se imediatamentente. Não deixe todas as luzes apagadas durante a noite para evitar acidentes

Evite cigarro, o álcool e o excesso de cafeína (café, chá preto ou mate, coca-cola, chocolate)

Faça exercícios físicos. Está cientificamente provado que o exercício bem indicado melhora os níveis de colesterol e triglicérides no sangue, diminui o risco de doenças cardíacas, previne a obesidade e fortalece a musculatura. Você evita problemas metabólicos e, portanto a tontura.

Não abuse do sal

Fracione a sua dieta e vite jejum prolongado: Procure alimentar-se a cada três horas, evitando grandes quantidades de comida. Abuse das frutas, legumes, e verduras.

Tome muito líquido. São recomendados dois litros de água por dia. A maior filtração renal elimina as toxinas acumuladas pelo organismo.

Relaxe. O stress piora qualquer condição orgânica, inclusive a tontura.

ZUMBIDO

Zumbido ou Tinnitus é a percepção de um som que não está sendo gerado no meio ambiente. É um sintoma freqüente. Muitas doenças podem causar o zumbido e mais de uma causa pode estar presente no mesmo indivíduo. Por isso, é de fundamental importância descobrir a causa do zumbido para cada paciente.

O diagnóstico nem sempre é simples e às vezes pode necessitar vários exames como, por exemplo: exames de sangue, testes auditivos e otoneurológicos, ultra-som e ressonância magnética. São várias as opções de tratamento e a escolha deve ser personalizada. O tratamento deve ser continuado até que o zumbido desapareça ou o paciente sinta-se recuperado em relação ao incômodo provocado pelo zumbido.

É normal achar que durante a noite o sintoma piora, pois em ambientes silenciosos não existem outros ruídos mascarando o zumbido e a percepção em relação a ele aumenta.

Fatores associados ao Zumbido:

- Ansiedade, depressão e stress
- Alguns medicamentos (aspirina, antibióticos ototóxicos, antidepressivos)
- Doenças cardiovasculares (Hipertensão, Arteriosclerose)
- Alterações metabólicas no colesterol, triglicérides, hormônios tireoidianos, glicemia e zinco
- Problemas na coluna
- Infecções nos ouvidos ou dos seios paranasais e alterações na tuba auditiva
- Otosclerose,
- Doença de Menière
- Cera nos ouvidos
- Exposição ao barulho intenso
- Perdas auditivas
- Problemas na articulação temporo-mandibular e má - oclusão dental
- Traumas na cabeça e pescoço
- Tumor no nervo auditivo
- Doenças neurológicas (Esclerose Múltipla, Meningite, trauma, malformação vascular)

Prevenção:

- Dieta balanceada
- Evitar jejum prolongado
- Evitar alimentos que contenham cafeína (café, chá preto ou mate, coca-cola, chocolate)
- Não abusar do sal
- Controle da pressão arterial
- Dormir adequadamente
- Aliviar o Stress
- Praticar exercícios físicos
- Evitar ambientes muito ruidosos
- Evitar fones de ouvido em excesso e com volume alto
- Tratar infecções e doenças sistêmicas

CERA DE OUVIDO

A cera de ouvido ou Cerume é produzida por glândulas presentes no terço mais externo do conduto auditivo. Ela serve como mecanismo de proteção à entrada de água e microorganismos.

O ouvido tem um mecanismo de auto-limpeza, onde a cera se desprende da pele e é trazida para a sua parte externa.

A falta dessa proteção facilita a ocorrência de irritações que evoluem para inflamações, otites ou para coceiras (eczema).

Devemos limpar os ouvidos?

Quando usamos cotonetes, pinças ou grampos, empurramos a cera para parte mais interna do ouvido, próxima ao tímpano, podendo causar dor, sensação de ouvido tampado e diminuição da audição.

A limpeza deve ser feita somente do lado de fora, no pavilhão auricular.

Excessos de cera devem ser removidos por um otorrinolaringologista por aspirações, lavagens ou curetas. Pode ser necessário aplicar gotas que ajudam a amolecer o cerume. Esses procedimentos nunca devem ser feitos em farmácias.

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